quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A casa de cultura da Bahia está em crise

Teatro XVIII fecha as portas. Mário Meirelles não presencia porque tem outro compromisso


O Teatro XVIII vai fechar, aliás, já fechou. A novidade chegou como uma bomba aos ouvidos dos artistas e amantes da arte na Bahia. O motivo? 20 mil reais e algumas exigências.

Numa coletiva de imprensa feita na manhã da última segunda-feira (24), no Teatro XVIII, a diretora artística, Rita Assemany, e a diretora e idealizadora do teatro, Aninha Franco, expuseram para toda a imprensa e para o superintendente de Produção Cultural da Bahia, Paulo Henrique Almeida, a situação em que se passa a casa de arte.

Uma nota fiscal no valor de R$ 20.000, datada de 29/11/2005, emitida pela empresa de agropecuária Sanches e Souza, de Irecê (interior do estado), utilizada para comprovação de captação de recurso para o Teatro, é o principal motivo do impasse entre o Governo e a casa.

As representantes do XVIII explicaram como é difícil conseguir patrocínio para a cultura na Bahia e, com muito esforço e intermédio da amiga, na época ainda estudante, Luciana Sarno, obtiveram o dinheiro necessário da Petrobrás e pagaram dívidas pendente durante dois anos. O pagamento foi confirmado com as notas fiscais da empresa já citada. Aninha afirmou que enviou à Secretaria de Cultura do Estado todos os e-mails com os contatos realizados, quebrando o sigilo eletrônico, mas, mesmo assim, a Secult quer que ela devolva o recurso.


O secretário de Cultura, Márcio Meirelles, não compareceu à coletiva, por este motivo estava lá o seu representante Paulo Henrique. Isso foi motivos de chacota e ironia durante as entrevistas, como afirmou Aninha: “Ele é um covarde. Isso aqui é assunto sério e ele simplesmente diz que tem outro compromisso? Como amigo ele é ótimo, mas como secretário é uma negação”. E continuou afirmando que o Teatro XVIII não é uma casa onde apenas se vê, e sim, onde também se pensa, por isso é tão ameaçadora para os governantes.

A crise não para apenas nos 20 mil. O contrato de manutenção de despesas básicas, como contas de água, luz, folha de pagamento dos funcionários e prestadores de serviços, venceu desde fevereiro deste ano. Houve um aditamento em 20% do valor para cobrir as despesas de março a setembro, mas não foi renovado, criando dívidas impagáveis.

Depois de tanta acusação, Paulo Henrique não pode se manifestar, pelo menos não dentro das portas do XVIII. Na saída a imprensa foi ouvir a resposta do superintendente. Ele negou a crise no teatro e disse que “lei é lei”. Ele afirmou ainda que a gestão passada passava por cima dessas coisas, mas atualmente não. “Mário Meirelles está tentando salvar este teatro, mas as coisas têm que ser feitas dentro das leis. Contudo, existem dívidas pendentes de 1999, 2004, 2005 e 2006. Ele sentou várias vezes para conversar com as duas, elas não podem alegar que é falta de comunicação. Todos os recursos necessários e que estão exigindo, que são 318 mil reais, já foram autorizados, mas não podemos liberar o dinheiro se não for dentro da lei. Como podemos aceitar nota de agropecuária de Irecê?”, concluiu Paulo Henrique.

Apesar de tudo, mesmo que Aninha e Rita devolvam o tal dinheiro, elas não querem reabrir a casa nessas condições. Exigem todos os direitos que sempre tiveram, inclusive o guia de divulgação, no valor médio de R$ 11 mil, que foi “cortado” pelo secretário para contenção de dívidas. “Queremos respeito. Queremos sentar e conversar. Não vou devolver o que gastamos no teatro. Eu ganho 12 mil por mês de pensão de meu pai, nunca recebi um centavo daqui”, disse altivamente Aninha.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Montadora japonesa investe em veículos na América Latina

A Honda vai fazer investimento de 100 milhões de dólares em carros de alto nível na Argentina.


A montadora japonesa Honda pretende expandir seus pontos de venda pela América Latina. Sem pestanejar, a empresa aumenta, aos poucos, sua atuação na concentração de veículos no sul do continente americano.


O diretor de operações da montadora na região afirmou hoje (06) que pretende concentrar esforços primeiramente nos veículos de alto luxo, e os populares não seria um investimento para o presente. Segundo o chefe de operações da Honda para a América Latina e membro do conselho da empresa, Sho Minekawa, a fabricante ainda possui um papel modesto na região, vendendo um pequeno número de carros com motores acima de 1 litro, e enfatizou que atacar o segmento de carros populares de alto volume não é possível agora.

A Honda é a segundo maior fabricante de veículos do Japão e a maior produtora de motocicletas do mundo. Agora a montadora vai investir cerca de 100 milhões de dólares na Argentina. A intenção é, a partir do segundo semestre de 2009, montar uma média de 30 mil carros por ano. Comparado a 2003, a venda de carros desta concessionária no Brasil dobrou o número para 100 mil.

Minekawa afirma também que a Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford tem preferência nos mercados brasileiro e sul-americano, já que dominam o setor de carros populares.Porém, a Peugeot, Citroen, Toyota e Renault estão numa competição à nível da Honda. O chefe de operações deixa claro as intenções da empresa e enfatisa que espera aumentar suas vendas na região para cerca de 120 mil unidades em 2008.




No setor de motocicletas, no mês passado, a companhia dominava cerca de três quartos da América do Sul, com produção de 10 milhões produzidas no Brasil desde 1976.